segunda-feira, 13 de setembro de 2010

IMPERDÍVEL:COMPREENDA O JOGO DA MANIPULAÇÃO. A MÍDIA E O PSDB PREGARAM O TERROR, AGREDINDO O PRES. LULA PREGAVAM A QUEBRA DO BRASIL NA CRISE MUNDIAL.


Por sugestão do Domingo Neto disponibilizamos o vídeo de matéria do PIG - Partido da Imprensa Golpista, com entrevistas de "renomados" economista, do senador Tasso Jereissati e outras aves do mau agouro, todas espinafrando o presidente Lula porque ele disse que a crise mundial chegaria ao Brasil como uma marolinha.As pitonisas apregoavam que o Brasil iria se acabar, que o governo tinha que cortar gastos (óbvio: se tivesse acontecido isso quem teria sofrido seria o povo) etc. etc. Entrevistas, pronunciamentos de deputados do PSDB e do DEM (lembram da campanha na TV atacando o presidente porque Lula declarou que a crise seria uma marolinha?). Deram todos com os burros n´agua. O Brasil, como o Lula dizia, foi o último a entrar no crise e o primeiro a sair dela.

http://www.youtube.com/watch?v=Ig9pE6qwzxw

domingo, 12 de setembro de 2010

ACUSADA A MINISTRA ERENICE VAI PROCESSAR A VEJA E ABRIU MÃO DO SIGILO FISCAL E BANCÁRIO DE SUA FAMÍLIA. E A VERÔNICA SERRA, O QUE DIZ?

Deu na Carta Capital
Sinais trocados
Extinta empresa de Verônica Serra expôs os dados bancários de 60 milhões de brasileiros obtidos em acordo questionável com o governo FHC
Leandro Fortes

Em 30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um caso escabroso.
Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg.
Ironia do destino, a advogada Verônica Serra, 41 anos, é hoje a principal estrela da campanha política do pai, José Serra, justamente por ser vítima de uma ainda mal explicada quebra de sigilo fiscal cometida por funcionários da Receita Federal. A violação dos dados de Verônica tem sido extensamente explorada na campanha eleitoral. Serra acusou diretamente Dilma Rousseff de responsabilidade pelo crime, embora tenha abrandado o discurso nos últimos dias.
Naquele começo de 2001, ainda durante o segundo mandato do presidente FHC, Temer não haveria de receber uma reposta de Fraga. Esta, se enviada algum dia, nunca foi registrada no protocolo da presidência da Casa. O deputado deixou o cargo menos de um mês depois de enviar o ofício ao Banco Central e foi sucedido pelo tucano Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, hoje candidato ao Senado. Passados nove anos, o hoje candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff garante que nunca mais teve qualquer informação sobre o assunto, nem do Banco Central nem de autoridade federal alguma. Nem ele nem ninguém.
Graças à leniência do governo FHC e à então boa vontade da mídia, que não enxergou, como agora, nenhum indício de um grave atentado contra os direitos dos cidadãos
, a história ficou reduzida a um escândalo de emissão de cheques sem fundos por parte de deputados federais.
Temer decidiu chamar o Banco Central às falas no mesmo dia em que uma matéria da Folha de São Paulo informava que, graças ao passe livre do Decidir.com, era possível a qualquer um acessar não só os dados bancários de todos os brasileiros com conta corrente ativa, mas também o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), a chamada “lista negra”do BC. Com base nessa facilidade, o jornal paulistano acessou os dados bancários de 692 autoridades brasileiras e se concentrou na existência de 18 deputados enrolados com cheques sem fundos, posteriormente constrangidos pela exposição pública de suas mazelas financeiras.
Entre esses parlamentares despontava o deputado Severino Cavalcanti, então do PPB (atual PP) de Pernambuco, que acabaria por se tornar presidente da Câmara dos Deputados, em 2005, com o apoio da oposição comandada pelo PSDB e pelo ex-PFL (atual DEM). Os congressistas expostos pela reportagem pertenciam a partidos diversos: um do PL, um do PPB, dois do PT, três do PFL, cinco do PSDB e seis do PMDB. Desses, apenas três permanecem com mandato na Câmara, Paulo Rocha (PT-PA), Gervásio Silva (DEM-SC) e Aníbal Gomes (PMDB-CE).
Por conta da campanha eleitoral, CartaCapital conseguiu contato com apenas um deles, Paulo Rocha. Via assessoria de imprensa, ele informou apenas não se lembrar de ter entrado ou não com alguma ação judicial contra a Decidir.com por causa da quebra de sigilo bancário.
Na época do ocorrido, a reportagem da Folha ignorou a presença societária na Decidir.com tanto de Verônica Serra, filha do candidato tucano, como de Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity. Verônica D. e o irmão Dantas foram indiciados, em 2008, pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, por crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal, formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira e empréstimo vedado.
Verônica também é investigada por participação no suborno a um delegado federal que resultou na condenação do irmão a dez anos de cadeia. E também por irregularidades cometidas pelo Opportunity Fund: nos anos 90, à revelia das leis brasileiras, o fundo operava dinheiro de nacionais no exterior por meio de uma facilidade criada pelo BC chamada Anexo IV e dirigida apenas a estrangeiros.
A forma como a empresa das duas Verônicas conseguiu acesso aos dados de milhões de correntistas brasileiros, feita a partir de um convênio com o Banco do Brasil, sob a presidência do tucano Paolo Zaghen, é fruto de uma negociação nebulosa. A Decidir.com não existe mais no Brasil desde março de 2002, quando foi tornada inativa em Miami, e a dupla tem se recusado, sistematicamente, a sequer admitir que fossem sócias, apesar das evidências documentais a respeito.
À época, uma funcionária do site, Cíntia Yamamoto, disse ao jornal que a Decidir.com dedicava-se a orientar o comércio sobre a inadimplência de pessoas físicas e jurídicas, nos moldes da Serasa, empresa criada por bancos em 1968. Uma “falha”no sistema teria deixado os dados abertos ao público. Para acessá-los, bastava digitar o nome completo dos correntistas.
A informação dada por Yamamoto não era, porém, verdadeira. O site da Decidir.com, da forma como foi criado em Miami, tinha o seguinte aviso para potenciais clientes interessados em participar de negócios no Brasil: “encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”. Era, por assim dizer, um balcão facilitador montado nos Estados Unidos que tinha como sócias a filha do então ministro da Saúde, titular de uma pasta recheada de pesadas licitações, e a irmã de um banqueiro que havia participado ativamente das privatizações do governo FHC.
A ação do Decidir.com é crime de quebra de sigilo fiscal. O uso do CCF do Banco Central é disciplinado pela Resolução 1.682 do Conselho Monetário Nacional, de 31 de janeiro de 1990, que proíbe divulgação de dados a terceiros. A divulgação das informações também é caracterizada como quebra de sigilo bancário pela Lei n˚ 4.595, de 1964.
O Banco Central deveria ter instaurado um processo administrativo para averiguar os termos do convênio feito entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, pois a empresa não era uma entidade de defesa do crédito, mas de promoção de concorrência. As duas também deveriam ter sido alvo de uma investigação da polícia federal, mas nada disso ocorreu. O ministro da Justiça de então era José Gregori, atual tesoureiro da campanha de Serra.
A inércia do Ministério da Justiça, no caso, pode ser explicada pelas circunstâncias políticas do período. A Polícia Federal era comandada por um tucano de carteirinha, o delgado Agílio Monteiro Filho, que chegou a se candidatar, sem sucesso, à Câmara dos Deputados em 2002, pelo PSDB.
A vida de Serra e de outros integrantes do partido, entre os quais o presidente Fernando Henrique, estava razoavelmente bagunçada por conta de outra investigação, relativa ao caso do chamado Dossiê Cayman, uma papelada falsa, forjada por uma quadrilha de brasileiros em Miami, que insinuava a existência de uma conta tucana clandestina no Caribe para guardar dinheiro supostamente desviado das privatizações.
Portanto, uma nova investigação a envolver Serra, ainda mais com a família de Dantas a reboque, seria politicamente um desastre para quem pretendia, no ano seguinte, se candidatar à Presidência. A morte súbita do caso, sem que nenhuma autoridade federal tivesse se animado a investigar a monumental quebra de sigilo bancário não chega a ser, por isso, um mistério insondável.
Além de Temer, apenas outro parlamentar, o ex-deputado bispo Wanderval, que pertencia ao PL de São Paulo, se interessou pelo assunto. Em fevereiro de 2001, ele encaminhou um requerimento de informações ao então ministro da Fazenda, Pedro Malan, no qual solicitava providências a respeito do vazamento de informações bancárias promovido pela Decidir.com.
Fora da política desde 2006, o bispo não foi encontrado por CartaCapital para informar se houve resposta. Também procurada, a assessoria do Banco Central não deu qualquer informação oficial sobre as razões de o órgão não ter tomado medidas administrativas e judiciais quando soube da quebra de sigilo bancário.
Fundada em 5 de março de 2000, a Decidir.com foi registrada na Divisão de Corporações do estado da Flórida, com endereço em um prédio comercial da elegante Brickell Avenue, em Miami. Tratava-se da subsidiária americana de uma empresa de mesmo nome criada na Argentina, mas também com filiais no Chile (onde Verônica Serra nasceu, em 1969, quando o pai estava exilado), México, Venezuela e Brasil.
A diretoria-executiva registrada em Miami era composta, além de Verônica Serra, por Verônica Dantas, do Oportunity, Brian Kim, do Citibank, e por mais três sócios da Decidir.com da Argentina, Guy Nevo, Esteban Nofal e Esteban Brenman. À época, o Citi era o grande fiador dos negócios de Dantas mundo afora. Segundo informação das autoridades dos Estados Unidos, a empresa fechou dois anos depois, em 5 de março de 2002. Manteve-se apenas em Buenos Aires, mas com um novo slogan: “com os nossos serviços você poderá concretizar negócios seguros, evitando riscos desnecessários”.
Quando se associou a Verônica D. Na Decidir.com, em 2000, Verônica S. era diretora para a América Latina da companhia de investimentos International Real Returns (IRR), de Nova York, que administrava uma carteira de negócios de 660 bilhões de dólares. Advogada formada pela Universidade de São Paulo, com pós-graduação em Harvard, nos EUA, Verônica S. também se tornou conselheira de uma série de companhias dedicadas ao comércio digital na América Latina, entre elas a Patagon.com, Chinook.com, TokenZone.com, Gemelo.com, Edgix, BB2W, Latinarte.com, Movilogic e Endeavor Brasil. Entre 1997 e 1998, havia sido vice-presidente da Leucadia National Corporation, uma companhia de investimentos de 3 bilhões de dólares especializada nos mercados da América Latina, Ásia e Europa. Também foi funcionária do Goldman Sachs, em Nova York.
Verônica S. ainda era sócia do pai na ACP – Análise da Conjuntura Econômica e Perspectivas Ltda, fundada em 1993. A empresa funcionava em um escritório no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, cujo proprietário era o cunhado do candidato tucano, Gregório Marin Preciado, ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo de São Paulo, em 1993.
Preciado obteve uma redução de dívida no Banco do Brasil de 448 milhões de reais para irrisórios 4,1 milhões de reais no governo FHC, quando Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-arrecadador de campanha de Serra, era diretor da área internacional do BB e articulava as privatizações.
Por coincidência, as relações de Verônica S. com a Decidir.com e a ACP fazem parte do livro Os Porões da Privataria, a ser lançado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. Em 2011.
De acordo com o texto de Ribeiro Jr., a Decidir.com foi basicamente financiada, no Brasil, pelo Banco Opportunity com um capital de 5 milhões de dólares. Em seguida, transferiu-se, com o nome de Decidir International Limited, para o escritório do Ctco Building, em Road Town, Ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas, famoso paraíso fiscal no Caribe.
De lá, afirma o jornalista, a Decidir.com internalizou 10 milhões de reais em ações da empresa no Brasil, que funcionava no escritório da própria Verônica S. A essas empresas deslocadas para vários lugares, mas sempre com o mesmo nome, o repórter apelida, no livro, de “empresas-camaleão”.
Oficialmente, Verônica S. e Verônica D. abandonaram a Decidir.com em março de 2001 por conta do chamado “estouro da bolha” da internet – iniciado um ano antes, em 2000, quando elas se associaram em Miami. A saída de ambas da sociedade coincide, porém, com a operação abafa que se seguiu à notícia sobre a quebra de sigilo bancário dos brasileiros pela companhia.
Em julho de 2008, logo depois da Operação Satiagraha, a filha de Serra chegou a divulgar uma nota oficial para tentar descolar o seu nome da irmã de Dantas. “Não conheço Verônica Dantas, nem pessoalmente, nem de vista, nem por telefone, nem por e-mail”, anunciou.
Segundo ela, a irmã do banqueiro nunca participou de nenhuma reunião de conselho da Decidir.com. Os encontros mensais ocorriam, em geral, em Buenos Aires. Verônica Serra garantiu que a xará foi apenas “indicada”pelo Consórcio Citibank Venture Capital (CVC)/Opportunity como representante no conselho de administração da empresa fundada em Miami. Ela também negou ter sido sócia da Decidir.com, mas apenas “representante”da IRR na empresa. Mas os documentos oficiais a desmentem.

VAMOS NÓS: Quem tiver interesse em aprofundar o assunto sugiro pesquisar a matéria da Veja http://www.veja.com.br/ a matéria completa de CartaCapital http://www.cartacapital.com.br/ e a nota oficial emitida pela ministra Erenice Guerra, na qual ela comunica que disponibiliza, espontaneamente, a quebra do sigilo bancário e fiscal dela própria e de sua família. Não consta que a filha do Zé Serra, Verônica Serra, sócia da filha do Daniel Dantas, tenha feito o mesmo. Depois formem o seu juízo de valor.

sábado, 11 de setembro de 2010

DEMOROU MUITO, MUITO...MAS VALEU A PENA! FESTA DO REENCONTRO!

Ainda bafejado pela alegria contagiante de nossa Festa do Reencontro, realizado na sede da nossa AABV, que mostrou que ainda pode ser palco de bonitas festas como as que outrora fazíamos, partilho com os internautas e blogueiros algumas fotos que registraram a descontração, a amizade e o convívio naquela bela noite. Assim que eu receba novas fotos disponibilizarei para todos. Como afirmei nas diversas conversas na festa e depois dela, esse tipo de encontro deve ser sempre estimulado, imperando em todos apenas o sentimento da amizade, do reencontro com velhos amigos, colegas de bancos escolares, parentes, aliados e adversários políticos; dos que moram perto, dos que moram longe, mas que se mantêm unidos pelos laços indestrutíveis que unem todos ao seu berço Natal. As nossas disputas pessoais, políticas, simpatias, antipatias, enfim, as nossas diferenças são outra coisa: podemos manter nossos posicionamentos políticos, nossas discordâncias político-ideológicas, sem deixar que isso contamine as relações pessoais ou, pelo menos, a nossa convivência civilizada.


Parte da minha turma do Padre Antônio Correia de Sá e do Dom Terceiro: [1] Ritinha, Rosalba, Celinha, Aurinha (Ela não engana não, é de uma geração anterior à nossa), Maria, Elmo, Neném, Eu, Rachel (minha mulher) e Denir; [2] O Quarteto Em Si, que era a nossa equipe da turma do último ano ginasial: Ritinha, Elmo, Neném e Eu.



[1] Celinha, Maria Amélia, que considero como irmã, filha da minha querida "comadre Dadá"; Maria, Eu, Iranete, Maria, Hildinho, Denir, Francisca, a princesa da Guia;

Mais fotos do nosso Reencontro...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A ELITE NACIONAL E A GRANDE IMPRENSA COMERCIAL E PARTIDARIZADA.


"Para mim, o significado maior desta eleição é consolidara ruptura que Lula e o PTinstauraram na história politicabrasileira. Derrotaram as elites econômico-financeiras e seu braçoideológico,a grande imprensa comercial". (Leonardo Boff)

Leonardo Boff:

Consolidar a ruptura histórica operada pelo PT 30.08.10 – BRASIL
Consolidar a ruptura histórica operada pelo PT Leonardo Boff *, no AditalPara mim o significado maior desta eleição é consolidar a ruptura que Lula e o PT instauraram na história política brasileira. Derrotaram as elites econômico-financeiras e seu braço ideológico, a grande imprensa comercial. Notoriamente, elas sempre mantiveram o povo à margem da cidadania, feito, na dura linguagem de nosso maior historiador mulato, Capistrano de Abreu, “capado e recapado, sangrado e ressangrado”. Elas estiveram montadas no poder por quase 500 anos. Organizaram o Estado de tal forma que seus privilégios ficassem sempre salvaguradados. Por isso, segundo dados do Banco Mundial, são aquelas que, proporcionalmente, mais acumulam no mundo e se contam, política e socialmente, entre as mais atrasadas e insensíveis. São vinte mil famílias que, mais ou menos, controlam 46% de toda a riqueza nacional, sendo que 1% delas possui 44% de todas as terras. Não admira que estejamos entre os países mais desiguais do mundo, o que equivale dizer, um dos mais injustos e perversos do planeta.Até a vitória de um filho da pobreza, Lula, a casa grande e a senzala constituíam os gonzos que sustentavam o mundo social das elites. A casa grande não permitia que a senzala descobrisse que a riqueza das elites fora construída com seu trabalho superexplorado, com seu sangue e suas vidas, feitas carvão no processo produtivo. Com alianças espertas, embaralhavam diferentemente as cartas para manter sempre o mesmo jogo e, gozadores, repetiam: “façamos nós a revolução antes que o povo a faça”. E a revolução consistia em mudar um pouco para ficar tudo como antes. Destarte, abortavam a emergência de outro sujeito histórico de poder, capaz de ocupar a cena e inaugurar um tempo moderno e menos excludente. Entretanto, contra sua vontade, irromperam redes de movimentos sociais de resistência e de autonomia. Esse poder social se canalizou em poder político até conquistar o poder de Estado. Escândalo dos escândalos para as mentes súcubas e alinhadas aos poderes mundiais: um operário, sobrevivente da grande tribulação, representante da cultura popular, um não educado academicamente na escola dos faraós, chegar ao poder central e devolver ao povo o sentimento de dignidade, de força histórica e de ser sujeito de uma democracia republicana, onde “a coisa pública”, o social, a vida lascada do povo ganhasse centralidade. Na linha de Gandhi, Lula anunciou: “não vim para administrar, vim para cuidar; empresa eu administro, um povo vivo e sofrido eu cuido”.
Linguagem inaudita e instauradora de um novo tempo na política brasileira. O “Fome Zero”, depois o “Bolsa Família”, o “Crédito Consignado”, o “Luz para Todos”, o “Minha Casa, minha Vida, o “Agricultura familiar, o “Prouni”, as “Escolas Profissionais”, entre outras iniciativas sociais permitiram que a sociedade dos lascados conhecesse o que nunca as elites econômico-financeiras lhes permitiram: um salto de qualidade. Milhões passaram da miséria sofrida à pobreza digna e laboriosa e da pobreza para a classe média. Toda sociedade se mobilizou para melhor. Mas essa derrota infligida às elites excludentes e anti-povo, deve ser consolidada nesta eleição por uma vitória convincente para que se configure um “não retorno definitivo” e elas percam a vergonha de se sentirem povo brasileiro assim como é e não como gostariam que fosse. Terminou o longo amanhecer.

Houve três olhares sobre o Brasil. Primeiro, foi visto a partir da praia: os índios assistindo a invasão de suas terras. Segundo, foi visto a partir das caravelas: os portugueses “descobrindo/encobrindo” o Brasil. O terceiro, o Brasil ousou ver-se a si mesmo e aí começou a invenção de uma república mestiça étnica e culturalmente que hoje somos. O Brasil enfrentou ainda quatro duras invasões: a colonização que dizimou os indígenas e introduziu a escravidão; a vinda dos povos novos, os emigrantes europeus que substituíram índios e escravos; a industrialização conservadora de substituição dos anos 30 do século passado mas que criou um vigoroso mercado interno e, por fim, a globalização econômico-financeira, inserindo-nos como sócios menores. Face a esta história tortuosa, o Brasil se mostrou resiliente, quer dizer, enfrentou estas visões e intromissões, conseguindo dar a volta por cima e aprender de suas desgraças. Agora está colhendo os frutos. Urge derrotar aquelas forças reacionárias que se escondem atrás do candidato da oposição. Não julgo a pessoa, coisa de Deus, mas o que representa como ator social. Celso Furtado, nosso melhor pensador em economia, morreu deixando uma advertência, título de seu livro A construção interrompida (1993): “Trata-se de saber se temos um futuro como nação que conta no devir humano. Ou se prevalecerão as forças que se empenham em interromper o nosso processo histórico de formação de um Estado-Nação” (p.35). Estas não podem prevalecer. Temos condições de completar a construção do Brasil, derrotando-as com Lula e as forças que realizarão o sonho de Celso Furtado e o nosso.
[Autor de Depois de 500 anos: que Brasil queremos, Vozes (2000)].
* Teólogo, filósofo e escritor

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

CORRIDA PRESIDENCIAL: MAIS UM TIRO NO PÉ DA CAMPANHA DO PSDB/DEM.


Lula diz que Serra "partiu para a baixaria"; Francenildo chama tucano de "oportunista"
Diego Salmen
Do UOL Eleições
Em São Paulo
O candidato do PSOL à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, exibiu em seu horário eleitoral obrigatório desta terça-feira (7) o depoimento do caseiro Francenildo Santos Costa, que criticou José Serra, candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, por usar seu nome no episódio da quebra de sigilos.
"Eu acho que ele está sendo oportunista. Acho errado que ele está usando a minha honestidade", afirmou Francenido, que também criticou a presidenciável petista Dilma Rousseff sem citá-la nominalmente. "Os dois estão igualando, muito parecidos", disse o caseiro, que declarou voto no PSOL, cujo candidato aparece com menos de 1% das intenções de voto no último levantamento Datafolha.
Horário eleitoral da noite de terça (7)
A aparição de Francenildo se dá em meio a troca de acusações entre as dois principais candidatos sobre a autoria da quebra de sigilo, em setembro de 2009, de pessoas ligadas ao PSDB.Para Serra, as violações foram feitas pela campanha de Dilma na tentativa de obter informações para um dossiê que pudesse incriminar o candidato tucano. A campanha da petista nega. Em sua defesa, o presidenciável tucano citou diversar vezes o nome de Francenildo.
Em 2006,o caseiro afirmou ter visto o então ministro da Fazenda Antonio Palocci em reuniões com lobistas e prostitutas na mansão onde trabalhava, em Brasília. Pouco tempo depois, o sigilo bancário do caseiro foi quebrado. O episódio resultou na saída de Palocci do cargo.
Já a ex-ministra da Casa Civil voltou a exibir depoimentos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua peça. Lula atacou Serra mais uma vez por conta das acusações envolvendo a quebra de sigilos. "Nosso adversário, candidato da turma do contra (...) resolveu partir para os ataques pessoais e para a baixaria", afirmou o presidente.
O ex-governador de São Paulo, por sua vez, dedicou sua propaganda eleitoral à exibição de obras e investimentos públicos feitos ao longo de sua trajetória política. "Este é José Serra. Preparo. Honestidade. Competência. Um governante testado nas urnas e aprovado pelo povo", afirmou a locução.
Além disso, a peça repetiu as críticas de que Dilma "engana" a população, como já havia sido feito na peça veiculada na tarde desta terça. Segundo o Datafolha, a petista lidera a disputa pelo Palácio do Planalto com a preferência de 50% do eleitorado, contra 28% do candidato do PSDB.
As críticas da campanha tucana à petista por conta da quebra de sigilos foram deixadas de lado mais uma vez. Serra tem evitado o assunto desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou pela primeira vez a campanha tucana por recorrer ao tema. Em comício pró-Dilma realizado no último sábado (4) em Guarulhos (Grande São Paulo), Lula afirmou que “mentira tem perna curta”. As críticas foram repetidas em comício nesta segunda (6) em Valparaíso (GO), também ao lado de Dilma.

terça-feira, 7 de setembro de 2010




7 de Setembro – Carta de Amor ao Brasil

*UM POEMA DE FERNANDO RIZZOLO
Conheça mais sobre o Rizzolo
http://www.blogdorizzolo.com.br/
Amar o Brasil, é entender o Brasil,
É ter a paciência de um pai com seu filho
É defende-lo num jogo ou gritar de saudade quando longe se está,e achar engraçado esse lado Brasil de a tudo se ajeitar.
Amar o Brasil, é gostar da multidão, passear na Praça da Sé, ver um camelô,e entender que todos tem que viver e sobreviver. Ter amor ao Brasil, é ser generoso, é entender que o negro, o índio, e o branco um só se tornaram, e já desenharam um povo. Que chora em novela, que bebe cerveja, que quer ser doutor, e que gosta de Deus.
Amar o Brasil, é andar pela praia, tomar caipirinha, olhar para o mar, lembrar de Drummond, sentado ao seu lado num banco da praia, lá em Copacabana. Amar o Brasil é gostar do nordeste, é comer tapioca, sonhar com o mar, olhar para a mulata dos olhos de mel.
Amar o Brasil é entender as favelas, lutar pelos pobres, perdoar o passado, amar as florestas, sonhar com os pássaros, e no sábado; Ah! comer aquela feijoada com muita farinha. É entender o silêncio e o olhar de um mineiro, lembrar do Rio Grande, do Norte e do Sul. Amar o Brasil é cantar nosso Hino, com um japonês, um judeu, ou um árabe, ao lado de todos vivem aqui.
Amar o Brasil é não perder a esperança, de poder cada dia construir uma pátria, que seja mais justa, mais ética e armada, presente no solo de Norte ao Sul, na defesa das matas, dos sonhos, das lutas, abraçando com amor nosso filho gentil, esse amado País chamado Brasil.
Viva o Dia da Independência !!
Fernando Rizzolo

QUEM FALA O QUE QUER, OUVE O QUE NÃO QUER. VADE RETRO!


Dunga para Serra: Por que está preocupado comigo?

Ato Scorza/AFP
Uma eleição se parece com um jogo de futebol. Com duas diferenças: vale impedimento e canelada pode contar a favor. José Serra não vem conseguindo dar passes certos no meio do campo. Apesar disso, considera-se, por assim dizer, um Pelé. Há três dias, a marquetagem de Serra levou ao rádio uma propaganda curiosa. Nela, o locutor soou assim: "O Serra tem experiência...” “...É um craque para governar o Brasil. A Dilma não. É que nem o Dunga. Nunca foi técnico de nenhum time, foi para a seleção e deu no que deu". Ao tomar conhecimento da peça, Dunga reagiu como um zagueiro de time de várzea. Não teve dúvida. Foi à canela: “É só ver os meus resultados e comparar”, disse o ex-técnico do escrete. “Quando eu fui campeão da Copa América e da Copa das Confederações, ele me elogiou. Agora, critica. Talvez ele esteja desesperado”.

“Acho que ele deveria assumir os seus defeitos para depois achar defeito nos outros”. Para Dunga, Serra faria um bem a si mesmo se olhasse ao redor antes de tentar extrair dividendos eleitorais da tragédia da África do Sul: “São Paulo não tem problema? Alaga mais que Veneza, ônibus são incendiados todos os dias...” “...Só o fato de São Paulo ter decidido na última hora o estádio da Copa já diz tudo. Por que ele está preocupado comigo?” Dunga prefere comparar sua inexperiência à de outro jogador. Um azougue, que deixou Serra zonzo em campo: “O Lula também não tinha experiência e tem 80% de popularidade. Ele está fazendo o que os outros não fizeram em cem anos”.
Ele enxerga na campanha da antagonista de Serra um quê de favoritismo: “Dilma pode ser a primeira mulher presidente do Brasil”. Acha que, quando o jogo aperta, Serra amarela: “Quando o Brasil precisou da Dilma ela não fugiu, lutou aqui pela democracia. Alguns correram”. Por um segundo, Dunga soa como se compreendesse o lance da campanha de Serra. “Para mim, isso é natural”, diz ele, referindo-se à maneira como seu nome foi mencionado na propaganda radiofônica do tucanato. Em seguida, retoma o estilo que lhe é próprio: “Se eles falassem o que deixaram de fazer seria melhor para o eleitor escolher”. Aqui, uma terceira diferença entre eleição e futebol. Na campanha política não há um juiz, mas de 136 milhões. A arquibancada acumula as funções de torcida e de dona do apito. Expulsa do jogo quem bem entende, sem qualquer explicação. Tomado pelo que disse, Dunga já vê Serra no vestiário, tomando uma chuveirada antes do término do primeiro tempo.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

QUEBRA DE SIGILO? APENAS UMA NUVEM DE FUMAÇA PARA TENTAR ENCOBRIR O ESCÂNDALO DAS PRIVATIZAÇÕES DO FHC.


Amaury Ribeiro Jr.: Os porões da privataria

Os porões da privataria

livro de Amaury Ribeiro Jr.

Introdução (reproduzido do Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim)

Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do País, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três de seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, têm o que explicar ao Brasil.

Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marin Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marin. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como Marin é conhecido, precisa explicar onde obteve US$3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos de 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra, e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil…

Atrás da máxima “siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.

A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República, mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista, nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$448 milhões(1) para irrisórios R$4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC. (Ricardo Sérgio é aquele do “estamos no limite da irresponsabilidade. Se der m…”, o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)

Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico (2).

O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$3,2 milhões no exterior por meio da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova Iorque. É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.

A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$17 mil (3 de outubro de 2001) até US$375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a Presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$1,5 milhão.

O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, por intermédio de contas no exterior, US$20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.

O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, dentre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.

Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do País para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br, em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.

Financiada pelo Banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas têm o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.

Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$7,5 milhões em ações da Superbird.com.br que depois muda de nome para Iconexa S.A. Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.

De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante ao Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no País. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia pelos sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no País.

Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações – que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade”, conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” –, foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e às contas sigilosas da América Central ainda nos anos de 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenceria…

Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.

(1) A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$3,2 por um dólar.

(2) As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco.

TASSO RESOLVE ASSUMIR A CANDIDATURA DO ZÉ SERRA E VOLTA A ATACAR O BOLSA FAMÍLIA.


Tasso diz que Bolsa Família é uma 'grande enganação'
06 de setembro de 2010 17h 23 CARMEN POMPEU - Agência Estado
O senador cearense Tasso Jereissati (PSDB) tem intensificado o pedido de votos para o presidenciável tucano José Serra em sua campanha pela reeleição. No final de semana, em Tiangá, cidade da região da Serra da Ibiapaba, Tasso criticou a forma como o governo petista vem conduzindo o Bolsa Família e chamou o programa de "grande enganação".

"Vai acabar todo mundo no Bolsa Família e ninguém produz mais nada. Isso é uma grande enganação que está se plantando para o povo brasileiro e para o povo cearense. Nós temos que ter Bolsa Família sim, mas junto com educação de qualidade para que as pessoas, as gerações possam ir melhorando e a indústria, a produção, a agricultura e as pessoas ganhem muito mais", afirmou Tasso.

Em seguida, o tucano disse que Serra conseguiria trazer indústrias para o Ceará. "Ele (Serra) é homem que se liga a nós (cearenses) para trazer indústria, para trazer produção, emprego. Ele é o homem que já fez isso quando era ministro do Planejamento e eu era governador", afirmou ele, citando o açude Castanhão, o Porto do Pecém e o aeroporto de Fortaleza como obras feitas graças à ajuda de Serra quando era ministro.

Tasso também criticou a propaganda eleitoral petista que citou obras no Ceará, as quais, segundo ele, existem apenas nas promessas. "Alguém aqui assistiu os últimos programas eleitorais? Fazem propaganda de uma refinaria que não existe, de uma siderúrgica que não existe", disse.

"E aí? Aí a gente está vendo cada vez mais a violência, o crack, as drogas consumindo a nossa juventude. A nossa juventude que é o nosso futuro está se perdendo nisso. E o que está fazendo a polícia? Está combatendo as drogas? Cerca a cidade pra não deixar o crack entrar? Não. Está é perseguindo os motoqueiros, agricultores, os pais de família", disse.

Apoio a Serra

No início da campanha, o PSDB cearense evitou vincular a imagem e o nome de Serra aos candidatos locais. Porém, a postura tem mudado. No horário eleitoral, o nome de Serra foi colocado como pano de fundo, mas ainda de forma bem discreta. Nos comitês de campanha em Fortaleza, painéis com fotos de Serra foram postos ao lado dos de Tasso. E os carros de som revezam os jingles de Tasso, Marcos Cals (candidato ao governo) e Serra.

Dilma amplia vantagem sobre Serra e tem 55% das intenções de voto
Redação Carta Capital - 6 de setembro de 2010 às 17:53h

No sexto dia do tracking Vox Populi/iG/Band, petista sobe e Serra desce, apesar do escândalo da Receita

A pesquisa na modalidade tracking, divulgada diariamente por Vox Populi/iG/Band, em que as entrevistas são feitas por telefone, não mostrou queda das intenções de voto da candidata Dilma Rousseff, apesar da ampla divulgação do escândalo da violação dos sigilos fiscais de pessoas ligadas ao candidato tucano José Serra.

Dilma aparece com 55%, quatro pontos a mais em relação ao primeiro dia da pesquisa, 1o de setembro. Serra vem em seguida com 22%, três a menos do que no primeiro dia. Marina Silva (PV) se manteve estável, com 8% na pesquisa de 06/09 contra 9% de 01/09.

Ao todo, são entrevistadas 2.000 pessoas por dia. Há uma renovação diária de 500 entrevistados.

DEMOROU MUITO, MUITO... MAS VALEU A PENA! FESTA DO REENCONTRO EM BOA VIAGEM!

Decorridos longos anos de tentativas e desistências, enfim, conseguimos realizar a Festa do Reencontro. Reencontros conosco mesmo, com nossos amigos e amigas de infância, adolescência e dos tempos escolares. Não que não tenhamos, no decurso de nossas vidas, mantido encontros e também desencontros e depois reencontros, em momentos festivos e até nos momentos tristes que partilhamos em comunidade. Agora foi diferente: foi o reencontro coletivo, em que nos confraternizamos em torno de um único sentimento. O sentimento de sermos filhos, filhas e amigos e amigas de nosso torrão Natal. Da nossa querida Boa Viagem. A realização do II Encontro dos Filhos e Amigos de Boa Viagem, na nossa Associação Atlética Boa-Viagense, palco de memoráveis festas de nossa adolescência, não poderia ter sido melhor. Imperou a alegria, a fraternidade entre todos. De A a Z, pessoas de todas as cores, de todos as matizes pessoais, políticas e sociais, se abraçaram e, além de festejaram a origem comum, celebraram a amizade, o carinho e o amor por nossa Boa Viagem.

Nesta primeira postagem sobre a festa divulgo, abaixo, dois pequenos vídeos da apresentação do nosso Amado Batista de Boa Viagem, o querido Amado Alves, que com sua alegria contagiante levantou a todos nós, num momento ímpar da nossa festa. Destaco, também, a bela apresentação de nossos artistas. Primeiro, o grupo de sanfoneiros liderados pelo grande Sitônio Pedro, artista de primeira grandeza de nossa Boa Viagem; a banda maravilhosa do nosso Prof. Leo e a banda liderada pelo nosso querido Elmo Doth, cuja família tem um pendor artístico musical extraordinário.

Tenho, particularmente, um motivo a mais para comemorar o nosso encontro: meu reencontro com a Sara Cidrão de quem, por mágoas mútuas, estava afastado há uma boa quadra de tempo... Falarei disso na próxima postagem, quando colocarei fotos que juntaram muitos que partilharam comigo belos momentos da minha infância, da minha adolescência e dos meus tempos escolares do Padre Antônio Correia de Sá e do Dom Terceiro.

Vamos, agora, fortalecer a nossa AFABV - Associação dos Filhos e Amigos de Boa Viagem e repetirmos, indefinidamente, esse momento de tanta leveza, alegria e resgate da autoestima dos filhos e filhas desta terra que amamos.

Beijo no coração de todos. Com vocês Amado Alves:



sexta-feira, 3 de setembro de 2010


MARINA SILVA TEM QUE COBRAR EXPLICAÇÃO DO PV E DE SEU FILIADO
setembro 3rd, 2010 Autor: Jussara Seixas
A candidata do PV, Marina Silva, cobra explicação de Mantega sobre violações de sigilo fiscal na Receita. Devagar com o andor, dona Marina, a PF e o MPF já estão investigando. Mas, conforme está estampado nos jornais, na mídia, quem encomendou a quebra do sigilo do Serra foi Ademir Estevam Cabral, filiado a seu partido, o PV, conforme relata o contador Carlos Atella Ferreia. Então, dona Marina, caberia ao seu partido investigar o filiado, descobrir para quem ele está trabalhando, quem é o mandante. Como diz o presidente Lula, tem que investigar, apurar, doa a quem doer. E depois, dona Marina, se tudo se confirmar, expulsar o filiado do seu partido e pedir desculpas.
Veja, dona Marina, o que foi apurado: “O Antonio Carlos (Atella) faz pesquisas para mim na Receita e em outros órgãos federais, mas nunca passou pelas minhas mãos documento algum sobre essa pessoa (Verônica)”, rebateu Cabral, que disse ser filiado ao PV em Francisco Morato, onde reside e possui um bar. O Blog do LEN fez uma breve pesquisa e descobriu que o PV de Francisco Morato é aliado do PSDB e nas eleições de 2008 apoiou candidata tucana Andréa Pelizari, que perdeu para o petista José Aparecido Bressane.
Então, dona Marina, o seu partido vai tomar uma atitude contra o filiado, prestador de serviços para o PSDB, ou vai fingir que nada aconteceu?

QUANDO AS COMADRES SE ESTREMECEM A VERDADE APARECE...



























Atenção, atenção: esse jornalista é, e sempre foi, declaradamente contra o PT e contra o Lula.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010


"LULA O ANALFABETO"

É pouco ou quer mais?

(Foto: Lula em Boa Viagem - Caravana da Cidadania - 1994)

Lula, que não entende de sociologia, levou mais 50 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; que não entende de economia, pagou as contas de FHC "O Doutor", zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.
Lula, "o analfabeto", não privatizou as estatais, como fez o "O Doutor" do FHC, e as fortaleceu, tanto que hoje a Petrobrás é a 2º maior empresa de Petróleo do mundo e caminhando para ser a 1º.
Lula, o “analfabeto”, que não entende de educação, criou mais escolase universidades que seus antecessores juntos, e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade.
Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas,elevou o salário mínimo de 64 para quase 300 dólares, e não quebrou a previdência como queria FHC.
Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral danação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG - Partido da Imprensa Golpista, liderados pela Organizações Globo, Grupo Folha e Grupo Abril que entendede tudo, diga que não.
Lula,
que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou opaís à liderança mundial de combustíveis renováveis.
Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais ecolocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a serrespeitado e enterrou o G-8.
Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceirosdo sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerceliderança absoluta sem ser imperialista.
Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo Tribunal Federal (Ministro Joaquim Barbosa, desmoralizado pelos brancos de olhos azuis), uma mulher no cargo de primeira ministra.
Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.
Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteirodissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC éum amortecedor da crise.
Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde de produção e vendas.
Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas einfluentes no mundo atual. Foi eleito o homem do ano de 2009, e é favorito para ganhar o Premio Nobel da Paz em 2010.
Lula,
que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Obama.
Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá, nos "States".
Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas e do mundo.
Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal.
Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grandelegado, dentro e fora do Brasil.
Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois éum pacifista ingênuo, já é cotado pelos Palestinos para dialogar com Israel.
Lula, que não entende nada de nada, de longe é o melhor que todos os outros. Tem uma aprovação popular de 95% dos brasileiros (somando-se o ótimo + bom + regular).

Pense, o que este homem faria, se entendesse de alguma coisa?

Pedro R. Lima, professorUERJ Enonomia (parte do texto).

Apóie a nova Representação do MSM à Justiça Eleitoral
Posted by eduguim on 02/09/10 • Categorized as Aviso
Tem início, no twitter do Eduardo Guimarães, a nova campanha do Movimento dos Sem Mídia por adesões à Representação que a ONG fará à Justiça Eleitoral brasileira contra o desafio da lei que regula as eleições no país, desafio esse representado pela prática ILEGAL de concessões públicas de rádio e tevê manifestarem opinião favorável a pelo menos um candidato no processo eleitoral de 2010.
O que é mais grave nessa prática é que o candidato favorecido pelas concessões públicas em tela disputa a Presidência da República, o que torna inaceitável que possa ter êxito em alcançar cargo dessa importância valendo-se de favorecimento ilegal por meios que pertencem a toda a sociedade e não, apenas, a grupos políticos amigos e/ou aliados dos concessionários.
Após debates e estudos, a Presidência e a Diretoria Jurídica do Movimento dos Sem Mídia compuseram minuta da Representação que será feita em benefício de eleições livres, limpas e democráticas, sem concurso de estratégia ilegal como é o uso de uma concessão pública em benefício de interesses particulares de grupos políticos e de empresários do setor de comunicação.
Trata-se de um documento preliminar que abro para contribuições, alterações e supressões por parte dos leitores deste blog durante o processo de finalização da medida a ser encaminhada à Procuradoria Geral Eleitoral em Brasília no menor prazo possível. Abaixo, a minuta da Representação.
*
Representação do Movimento dos Sem Mídia – MSM à Procuradoria Geral Eleitoral Federal – PGE sobre possível atuação ilegal de órgãos de mídia no atual processo eleitoral.
A Lei Federal nº 9.504, promulgada em 30/09/1997 e conhecida como Lei Geral das Eleições, regula o processo eleitoral deste ano no Brasil e dispõe, em seu artigo 45, sobre condutas vedadas aos veículos de mídia, visando o respeito à lei de propaganda eleitoral permitida e garantir as condições de igualdade e isonomia entre os candidatos que disputam o pleito.
Determina o artigo 45 da Lei :
– A partir de 1º de Julho do ano da eleição, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário:
III – veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação e aos seus órgãos ou representantes;
IV – dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação;
Ocorre que, neste ano, a campanha eleitoral de 2010, como já havia ocorrido na de 2006, foi fartamente discutida pela sociedade brasileira. Vários órgãos de mídia, principalmente redes de televisão e rádio, podem estar avançando e extrapolando os limites da legalidade fixados na Lei 9.504/97 no que diz respeito a tratamento igualitário aos candidatos que disputam estas eleições. Pela cobertura e abrangência que possuem sobre o território brasileiro, esses meios de comunicação podem influir decisivamente na vontade soberana do eleitorado distorcendo e influindo ilegalmente no resultado do pleito que se avizinha, ao arrepio do que determina a lei eleitoral supracitada.
A questão das redes de televisão e rádio é muito grave e afeta diretamente o interesse público, pois essas empresas somente funcionam porque exploram concessões públicas, outorgadas pelo Estado brasileiro. Portanto, exploram um bem que pertence a todos os cidadãos, o chamado espectro eletromagnético, através do qual transmitem e retransmitem programação para todo o território nacional, de maneira que essa programação não pode ser usada para incentivo, defesa ou promoção de grupos políticos determinados, pois constitui infração do que determina a legislação eleitoral vigente.
Sem a autorização do Governo Federal para funcionarem nos termos da lei que regula a matéria, as emissoras de TV e rádio não podem efetuar a transmissão de suas programações no território nacional e, assim, essas empresas de comunicação, mais do que qualquer outra organização ou entidade juridicamente constituída perante as leis brasileiras, têm que se ater aos termos das prerrogativas contidas nas concessões públicas que detêm e também devem obedecer rigorosamente a quaisquer restrições legais que se interponham.
Não obstante a legislação eleitoral, como mero exemplo do que vem ocorrendo relata-se aqui que certas redes de televisão e rádio podem ter extrapolado os limites da lei no que diz respeito a tratamento igualitário que devem dispensar aos candidatos que disputam o cargo de Presidente da República, sendo fato amplamente comentado pela população e por blogs e sites na internet que está havendo favorecimento ao candidato do PSDB, José Serra. São anomalias como as de 1º de setembro último, por exemplo, quando um apresentador e um comentarista de telejornais da Globo e do SBT, os senhores Carlos Nascimento e Merval Pereira, entre outros, apoiaram abertamente acusação do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, à candidata do PT, Dilma Rousseff, de que ela e sua campanha teriam ordenado o vazamento de dados sigilosos da Receita Federal concernentes à filha daquele candidato, senhora Verônica Allende Serra [vídeos dos programas em anexo].
A cobertura enviesada e parcial de redes de televisão e de rádio sobre fatos e ações políticas das candidaturas no atual processo eleitoral pode constituir verdadeira “propaganda eleitoral negativa” contra uma candidatura e, no caso em tela, vitimização da outra, violando os dispositivos da lei 9.504/97, de maneira que deve ser objeto de investigação e coibida pela Procuradoria Geral Eleitoral – PGE e pelo TSE – Tribunal Superior Eleitoral. E o que é pior: sem que exista uma única prova que sustente a acusação comprada, in limine, pelos concessionários públicos supracitados.
A ONG Movimento dos Sem Mídia – MSM, diante de resultados díspares entre os quatro maiores institutos de pesquisas eleitorais do País no início deste ano, propôs, de forma republicana, Representação perante a douta Procuradoria Geral Eleitoral – PGE “pedindo investigação sobre a realização e divulgação de pesquisas eleitorais fraudulentas”. A Representação foi aceita, estando em curso Inquérito na Superintendência da Polícia Federal em Brasília – DF para investigar a denúncia. Mais uma vez, frente a fatos e ações de órgãos de mídia que revelam indícios de tentativas de influenciar ilicitamente o processo eleitoral, o Movimento dos Sem Mídia – MSM, organização da sociedade civil, na defesa dos interesses maiores da República, da Democracia e do Estado de Direito, prepara nova Representação. A manifestação do MSM à Justiça Eleitoral será aberta a apoio de todo e qualquer cidadão brasileiro a investigação da atuação de redes de televisão e rádio que pode estar tentando influir indevidamente na vontade soberana do eleitorado, podendo vir a distorcer os resultados da eleição presidencial vindoura.
São Paulo, 1º de setembro de 2010
Movimento dos Sem Mídia – MSM
Eduardo Guimarães Antonio Donizeti
Presidente Diretor Jurídico

VERGONHA. VERGONHA. PARA QUEM VENDE; PARA QUEM COMPRA.


Mais três deputados desistem de disputar vaga na Assembleia
01 de setembro de 2010
Três deputados estaduais do Ceará desistiram disputar reeleição nas eleições deste ano. Segundo eles, o principal motivo é o alto custo das campanhas. São informações de reportagem publicada no O POVO desta quarta-feira (1). De acordo com um dos deputados que abriram mão de concorrer, Manoel de Castro (PMDB), a corrupção levou o custo das campanhas a valores “exorbitantes”. “(A política) está tão degenerada que os candidatos fazem leilão na frente do eleitor pelo voto dele”, justificou. Para ele, a corrupção, em alguns casos, parte do próprio eleitor: “Eles (os eleitores) querem uma ajuda financeira, ‘se não der, tem que dê’, é o que eles falam pra gente.”

Ela já havia registrado sua candidatura na Justiça Eleitoral e não homologou sua desistência, mas garante que não irá mesmo concorrer. Além do alto investimento, o parlamentar ressaltou também que questões familiares o afastaram destas eleições como candidato. Manoel continua atuando apenas nos bastidores, como coordenador da campanha à reeleição do governador Cid Gomes (PSB). Além disso, disse que vai tentar transferir sua base eleitoral para Domingos Neto e Maílson Cruz, ambos do PSB, postulantes a deputado federal, e Luiza Lins (PT), que concorre a deputada estadual. Todos apoios por “convicção política”, afirmou. O deputado estadual Luiz Pontes (PSDB) também desistiu. Ele disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não deu início à campanha por receio de ter que gastar muito. Pontes já foi senador e também atuou como secretário de Governo de Lúcio Alcântara no Governo do Estado. Ele pensou em candidatar-se a deputado federal e depois à reeleição, mas não oficializou nenhuma das candidaturas. Ele ainda permanece na campanha para tentar transferir votos de sua base eleitoral para o candidato a deputado estadual Rogério Aguiar (PSDB), e para apoiar os tucanos Marcos Cals, ao Governo, e José Serra, à Presidência. O deputado estadual Guaracy Aguiar (PRB) também já havia anunciado no dia 11 de agosto, na tribuna da Assembleia Legislativa, que desistiu de concorrer a eleição deste ano. Ele iria pleitear uma vaga de deputado estadual, mas alegou não desistir por motivo de saúde e falta de dinheiro. Na mesma sessão da Assembleia Legislativa, Luiz Pontes defendeu uma “profunda” reforma política para tentar evitar a corrupção eleitoral. “Infelizmente, a política virou uma balcão de negócios. Tem gente pagando num voto R$ 100”, lamentou.

Mais deputados

Outros nove deputados estaduais eleitos para assumir uma cadeira na Assembleia Legislativa em 2006 também não disputam a uma vaga na Assembleia Legislativa. Artur Bruno (PT), Edson Silva (PSB), João Ananias (PCdoB), Tomás Figueiredo(PSDB), Francisco Caminha (PHS) concorrem uma vaga na Câmara Federal. Já o presidente da Casa, Domingos Filho (PMDB), e Marcos Cals (PSDB) fazem campanha para assumir o Governo do Estado. José Ilo Dantas (PSDB) e Lívia Arruda (PMDB) não constam na lista de registro de candidatos do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE).

Fonte: Jornal O POVO

quarta-feira, 1 de setembro de 2010


Presidente da Colômbia encontra-se com Dilma e esvazia factóide de Serra e Indio sobre as FARC
Dilma Rousseff (PT), reuniu-se com o novo presidente colombiano, Juan Manoel Santos, que está em visita oficial ao Brasil. A conversa com Dilma passou por assuntos sobre integração latino-americana, combate a pobreza, biocombustíveis, e cooperação no combate ao tráfico de drogas e armas. Ao falar à imprensa, Dilma, disse que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) são um problema da Colômbia. Ela explicou que, se eleita, manterá uma clara posição de combate ao narcotráfico e de não interferência na forma com que o governo colombiano se relaciona com a guerrilha, respeitando a auto-determinação dos povos. No entanto, ela ressaltou que não relutará em ajudar o país vizinho, caso isso seja solicitado. O Exército Brasileiro já mediou recentemente a logística para libertação negociada de prisioneiros pelas FARC a pedido do governo colombiano.Dilma disse que não chegou a conversar com o presidente colombiano sobre as acusações feitas pelo vice na chapa tucana, Indio da Costa, de que exista relação entre o PT e as Farc. “Isso é uma coisa somente do meu adversário. O presidente colombiano e todos sabem da relação de respeito que o governo Lula teve durante todos os episódios envolvendo as Farc”, disse.Segundo Dilma, a conversa com Santos foi proveitosa. Deram destaque aos acordos de cooperação para a vigilância da fronteira dos dois países, que se estende por aproximadamente 1.650 quilômetros em plena Floresta Amazônica. A petista contou que o presidente colombiano demonstrou preocupação com a continuidade da cooperação já firmada com o governo brasileiro para a vigilância da fronteira. “Esse acordo já foi firmado com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e nós vamos dar continuidade para que nossa fronteira não vire uma área de atuação do crime organizado”, disse.Dilma disse a Santos que seu projeto de defesa envolve a compra de dez veículos aéreos não tripulados, os chamados vants que serão usados na fronteira em conjunto com as ações policiais em terra. Esses vants são iguais aos usados por Israel para monitoramento.Segundo Dilma, Santos também se mostrou interessado em conhecer os programas de distribuição de renda, inclusão e de incentivo à agricultura familiar que foram desenvolvidos no Brasil durante do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Ele tem consciência de que a Colômbia tem 50% da população vivendo na pobreza e que a população de 45 milhões de pessoas pode representar um mercado consumidor poderosíssimo. Uma política de agricultura familiar poderia ser muito eficiente no combate à pobreza já que na Colômbia a pobreza é muito mais forte nas área rural”, destacou a candidata.Em sua primeira viagem internacional após tomar posse, Santos pretende se encontrar com os dois candidatos com mais chances na disputa eleitoral. Hoje foi Dilma e amanhã está marcado um encontro com José Serra (PSDB). A expectativa é se Santos cobrará de Serra a leniência do ex-governador de São Paulo com o PCC, e pelo abrigo que o traficante colombiano Juan Abadia encontrou no DENARC (departamento de narcóticos da polícia civil), mediante propina. (Com informações da Agência Brasil). Veja o vídeo com a entrevista coletiva de Dilma aqui.

LULA E OS CEM ANOS DO TIMÃO.


31/08/2010 - 21h03
Lula defende cartolas, arrasta candidatos e politiza festa do Corinthians
Maurício Savarese e Maurício Stycer Do UOL Eleições Em São Paulo
Lula ganha de Sanchez camisa 13 do Corinthians
Em uma cerimônia que se anunciava como de caráter esportivo, mas que ganhou um tom politico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o título de “chanceler honorário do futebol brasileiro”.
Lula foi presenteado com uma faixa de presidente da “Republica Popular do Corinthians” e ganhou uma camisa com o número 13, o mesmo do Partido dos Trabalhadores, das mãos do presidente do clube Andrés Sanchez, filiado ao PT.

Lula defendeu os dirigentes de clubes que, segundo ele, eram acusados de compor “um antro de maus administradores, de bandidos”. “Precisava de um presidente que conhecesse a arquibancada de um campo de futebol para mudar o entendimento sobre isso”, afirmou.
O presidente se comprometeu a fazer uma proposta de aposentadoria para jogadores profissionais até o final de seu governo. Lula disse ainda que os clubes podem acabar com os cambistas aderindo à venda de ingressos por lotéricas.
Na plateia também havia vários políticos, como a candidata ao senado Marta Suplicy, vereadores e os ministros do Esporte, Orlando Silva, das Cidades, Marcio Fortes, da Previdência, Carlos Eduardo Gabbas, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Os dois últimos corintianos.
Foi uma festa regada a chope, refrigerantes, empadinhas e bolinho de bacalhau. Poucas mulheres estavam entre as centenas de convidados, entre elas a ex-jogadora de basquete Hortência.
Entre os cartolas presentes, o que mais chamou atenção foi o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, que circulou à vontade pelo salão nobre do clube rival. “Eu me sinto bem aqui. É uma coisa mais parecida com a gente”, disse.
Já o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, demonstrou constrangimento e permaneceu a maior parte do tempo isolado, de braços cruzados e sem falar com ninguém.
Há dois dias, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), o governo paulista e a prefeitura anunciaram a criação de um novo estádio para a abertura da Copa do Mundo de 2014, escanteando o Morumbi. Lula havia declarado apoio ao estádio do São Paulo há pouco mais de um mês.

OLHEM AÍ O QUE É O PV DO MARANHÃO: CLÃ DOS SARNEYS...MAIS UM ESTADO EM QUE O PV NÃO VOTA NA MARINA.


PV não pede voto para Marina no Maranhão
01/09/2010 01:00
Atualizada às: 07Dez2009 - 01h18min
Integrante histórico da cúpula do PV, o deputado Sarney Filho não faz campanha no Maranhão para a candidata do partido à Presidência, Marina Silva. O PV no Maranhão é aliado do PMDB, da governadora e candidata à reeleição, Roseana Sarney, que proíbe os verdes de pedirem voto para Marina.
A candidata de Roseana à Presidência é a petista Dilma Rousseff. “Voto na Marina e ela (Roseana) na Dilma. Quando estou com Roseana no palanque dela não faço campanha para a Marina. Roseana não quer. Ela não deixa. Mas meu partido está fazendo campanha para Marina”, diz Zequinha Sarney, irmão de Roseana. “Não deixo mesmo ele pedir voto para a Marina”, corrobora a governadora.
Marina não aparece na campanha de ninguém do PV. Zequinha não pede votos nem na televisão nem em eventos privados de sua campanha para a presidenciável verde.
Ontem, Marina afirmou que sua candidatura não tem apoio de representantes “da velha política brasileira”, numa referência ao ex-presidente e atual senador José Sarney (PMDB-AP), mas que Zequinha não poderia ser julgado “pelo seu DNA”. “Imagina se eu fosse filha de um presidiário e você achasse que, em função disso, eu teria a mesma condição”, disse.
Marina lembrou que o deputado é um ambientalista respeitado e que foi um dos entusiastas de sua filiação ao PV e de sua candidatura à Presidência. “Não podemos ter uma visão preconceituosa que o fato de sermos filhos de alguém ou amigos de alguém, isso nos transforma na mesma pessoa”, disse. A candidata alegou desconhecer a informação de que Zequinha não tem feito campanha pelo PV no Maranhão.